| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Formicariidae |
| Gray, 1840 |
Anteriormente englobando os Thamnophilidae e até os Conopophagidae estudos recentes sobre hibridação a partir do DNA (Sibley et al, 1988) concluíram que somente uns poucos gêneros englobando espécies de hábitos semiterrícolas e com cauda curta, constituem os verdadeiros Formicariidae. Os gêneros restantes foram incorporados na grande família Thamnophilidae e os Conopophaga foram incorporados em uma família à parte, os Conopophagidae. Pássaros altamente fotófobos, vivem no sub-bosque de florestas densas, à procura de artrópodes entre a serrapilheira, que é esgravatada com os pés. Possuem cantos e chamados fortes, às vezes em escalas ascendentes impressionantes, como nas tovacas do gênero Chamaeza. Os Formicarius vocalizam em uníssono um “piu” e daí vem sua designação popular de “pinto-do-mato”. Espécies do gênero Chamaeza, possuem um padrão de plumagem de colorido mimético com a serrapilheira onde vivem. Tal padrão de colorido é convergente em outras aves florestais de hábitos semiterrícolas, como entre os turdídeos (sabiás). Os sexos em geral, possuem plumagem semelhante. Os formicariídeos podem seguir correições de formigas ou associar-se a bandos de insetívoros no sub-bosque. Nidificam em ocos de pau caído ou no estrato baixo em ninho em forma de taça. Em algumas espécies, o casal se encarrega dos cuidados com o ninho e também com a prole. Quando estão forrageando à procura de presas, tem hábitos solitários. Recentes estudos revelaram a ocorrência de espécies crípticas entre os Chamaeza. Devido aos seus hábitos discretos e por viverem reclusos nos mais intricados recessos das florestas brasileiras, constituem uma das famílias de pássaros neotropicais menos conhecidas e seu estudo reserva grandes oportunidades aos que queiram fazer dela seu objeto de interesse, beneficiando a ciência e a conservação das florestas onde habitam.
Sigrist, Tomas. Guia de Campo.Avis Brasilis p.173